Aconteceu em uma cidade próxima a Brasília: cansado de ter a casa assaltada, um morador montou uma armadilha que matou o assaltante. Agora o dono da casa vai responder a um processo por homicídio doloso, aquele em que há a intenção de matar – em que se assume o risco de matar. Para a polícia, mesmo cansado dos assaltos, José Geraldo de Souza, o inventor da armadilha, exagerou.
Segundo testemunhas, Jefferson Marques Evangelista, de 32 anos, já havia invadido a mesma casa outras vezes para roubar. Desta vez, ele, de novo, aproveitou a ausência do proprietário e arrombou a porta da cozinha. O que o ladrão não esperava é que o dono da casa havia armado uma armadilha feita com fios, canos, pólvora e ratoeira.
“A armadilha estava em cima da mesa. Quando ele encostou no fio, acionou uma ratoeira. Na outra parte, dentro de um cano, havia cartuchos com pólvora. Sendo acionado, houve a explosão. O disparo acertou no peito do indivíduo”, conta a delegada Renata Machado.
Com a morte do ladrão, o dono da casa, José Geraldo de Souza, de 28 anos, que fez a armadilha, vai responder a processo por homicídio doloso, quando o autor assume o risco de matar. Se for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. O proprietário vai responder ao processo em liberdade, porque não houve flagrante.




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