O governo federal apresentou, nesta terça-feira (26/7), o programa “Ciência Sem Fronteira”, que quer oferecer 100 mil bolsas de estudo para brasileiros em 30 universidades no exterior e que, por outro lado, deve atrair pesquisadores estrangeiros para o País. A presidente Dilma Roussef informou que a prioridade será a formação na área de ciências exatas, o que envolve o segmento de tecnologia.
“Nós não estamos fazendo programa baseado no quem indica. Estamos criando no Brasil ações orientadas pelo mérito dentro de um quadro de um grande esforço de garantir que as populações mais pobres tivessem acesso ao mérito. Isso para nós é muito importante”, disse.
A presidente ressaltou que é necessário formar profissionais nas áreas de ciência da computação, informática, engenharia, física e química para que o Brasil dê um salto em termos de inovação. Dilma Roussef reconheceu ainda que a falta de mão de obra na área de ciências exatas é um problema para o País.
As bolsas, que abrangerão desde o ensino médio até o pós-doutorado, começarão a ser distribuídas em 2012. Terão prioridade os alunos melhor colocados no ProUni (Programa Universidade para Todos), no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).
Serão 27,1 mil bolsas para alunos de graduação, 24,5 mil para doutorado de um ano, 9.700 para doutorado integral e 2.600 para pós-doutorado. Outras 700 bolsas vão beneficiar o treinamento de especialistas, 860 serão para jovens cientistas e grandes talentos e 390 serão dedicadas a pesquisadores visitantes no Brasil.
As estimativas são de que o programa movimente entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, sendo que 25% do valor será oferecido por empresas privadas e os demais 75% pelo governo federal.




0 comentários